Desafio Mensal

Todos os meses o programa PEGADAS lança um desafio à comunidade escolar sobre um tema da atualidade. Através de uma simples notícia, slogan, vídeo ou fotografia, damos o mote para que os alunos possam refletir, argumentar e desenvolver espírito crítico sobre  assuntos de cariz ambiental.

Com estes desafios queremos envolver professores e alunos num debate construtivo e participativo, com a partilha das suas visões. 

Todas as participações deverão ser enviadas num dos seguintes formatos: 

– Vídeo – em formato reportagem, entrevista ou testemunho (máximo 1.30min);

– Texto em formato reportagem jornalística ou artigo de opinião (máximo 1 pág/ letra calibri 11) 

Observação: Todos os textos dos participantes da escola/agrupamento devem ser compilados num único documento devidamente corrigido pelo professor responsável. 

– Desenho ou trabalhos manuais.

Todas as participações deverão ser submetidas para publicação posterior através do e-mail pegadas@cm-guimaraes.pt.

Queremos o envolvimento e participação de todos numa reflexão alargada sobre os acontecimentos da nossa casa comum.

janeiro 2026

Só uma pequena minoria de países da União Europeia está no bom caminho para o cumprimento dos objetivos de reciclagem dos resíduos urbanos.

De acordo com um relatório publicado na quarta-feira pelo Tribunal de Contas Europeu (TCE), apenas uma pequena minoria de países da União Europeia (UE) está no bom caminho para cumprir os objetivos de reciclagem de resíduos urbanos, incluindo a reutilização e a reciclagem de resíduos de embalagens, como plásticos, metais e papel.

A Áustria, a Bélgica, a Chéquia, a Dinamarca, a Alemanha, a Itália, o Luxemburgo, os Países Baixos e a Eslovénia lideram a corrida da reciclagem, estando todos preparados para atingir o objetivo de redução de 55% para os resíduos urbanos e de 65% para os resíduos de embalagens até 2025, tal como estabelecido na legislação da UE.

Apesar de as regras da política de resíduos da UE estarem em vigor há 50 anos, o controlo e a aplicação deficiente continuam a ser um desafio em toda a UE, com os resíduos domésticos, de escritórios e de lojas a representarem ainda 27% do total de resíduos produzidos. Muitos países continuam a utilizar aterros sanitários para descartar os seus resíduos, em pleno sec. XXI.

Além disso, vários projetos de gestão de resíduos cofinanciados pela UE sofreram atrasos na execução e custos excessivos, afirmaram os auditores da UE, referindo que nos Estados-membros auditados – Grécia, Polónia, Portugal e Roménia – os progressos no sentido de uma gestão eficaz dos resíduos urbanos foram lentos.

Neste sentido, e visto que claramente a população portuguesa ainda não está sensibilizada o suficiente para a questão da reciclagem, desafiamos os alunos a criar estratégias e materiais de sensibilização sobre reciclagem, a serem afixados na escola, sobre a forma de cartazes, posters, maquetes ou até posts nas redes sociais.

A nossa proposta pretende ir ao encontro da publicidade da Agência Portuguesa do Ambiente e procuramos agir para deixarmos de ser um país de “Atrasados Ambientais”.

Os resultados podem ser partilhados em ficheiro PDF, Word ou PPT, com as devidas imagens das afixações nas escolas ou até dos posts nas redes sociais, e enviados para pegadas@cm-guimaraes.pt.

(Fonte: Imagem gerada por AI/ChatGPT)

Resposta ao desafio:

dezembro 2025

Estratégia para a Bioeconomia da UE não vai travar a crise de recursos, alertam ambientalistas

A Estratégia de Bioeconomia* apresentada na quinta-feira pela Comissão Europeia é incapaz de conter a crise de recursos na União Europeia (UE) e tem falta de ambição, diz o European Environmental Bureau (EEB), uma rede de organizações ambientais. A nova estratégia “não tem a ambição necessária para alinhar a utilização dos recursos na Europa com os limites ecológicos do nosso planeta”, diz a organização em comunicado, lamentando a oportunidade perdida de corrigir anos de políticas erradas.

Para os ambientalistas, Bruxelas agarra-se à ilusão de que é possível substituir o consumo atual por consumos de base biológica sem reduzir a procura excessiva. “Ao concentrar-se em iniciativas isoladas de inovação de produtos em vez de abordar as causas profundas das crises da natureza, da poluição e do clima, a Comissão perdeu uma oportunidade crucial”, diz o EEB num comentário à estratégia, acrescentando que comparada com uma versão anterior divulgada em outubro, a Estratégia não reconhece a necessidade de reduzir drasticamente a pressão sobre os ecossistemas.

*Bioeconomia – é a forma de usar recursos vivos da natureza — como plantas, árvores, animais, microrganismos e resíduos orgânicos — para produzir produtos, alimentos, materiais e energia de maneira sustentável, sem prejudicar o planeta.
É transformar o que a natureza nos dá em soluções que ajudam a proteger o ambiente e a reduzir a poluição.

Neste sentido, desafiamos os alunos a imaginarem e esboçarem 3 iniciativas comunitárias (escola, bairro, cidade) que promovam o uso sustentável de biomassa ou valorização de resíduos orgânicos.

Todos os trabalhos poderão ser enviados (em formato PPT, Word ou PDF) para pegadas@cm-guimarães.pt, a fim de serem partilhados pela comunidade escolar.

(Fonte: Imagem gerada por AI/ChatGPT)

novembro 2025

Estudo revela que microplásticos nos ossos humanos podem provocar envelhecimento das células

Um estudo publicado na revista científica Osteoporosis International confirmou a existência de microplásticos nos ossos humanos e alertou que as partículas podem causar o envelhecimento das células, noticiou na sexta-feira a agência EFE.

O estudo, baseado em investigações anteriores, demonstrou que os microplásticos fazem com que as células deixem de se dividir e percam a capacidade de regeneração. O fenómeno provoca fragilidade e diminuição da densidade óssea, levando à osteoporose (formação de células que degradam o osso antigo).

Nesse sentido, propomos que os alunos possam fazer uma pesquisa que resulte numa campanha de sensibilização contra o uso excessivo de plástico no nosso dia-a-dia que, por sua vez se transformam em microplásticos e prejudicam o ambiente e a nossa saúde.

Esta campanha poderá ser feita com recurso a cartazes, pequenos vídeos ou até posts digitais, com o objetivo de sensibilizar o maior número de pessoas da comunidade escolar. Os cartazes deverão ser enviados em formato PDF ou PowerPoint, bem como os pequenos vídeos poderão ser enviados para pegadas@cm-guimaraes.pt para que possamos compartilhar estas boas práticas.

(Fonte: Imagem gerada por AI/Sora.ai)

outubro 2025

Na Europa, 72% das empresas dependem da natureza (que se está a perder)

Mais de metade do Produto Interno Bruto (PIB) Mundial, em 2023 − ou seja, 54 biliões de euros − foi gerado por atividades económicas que dependem da natureza. Na Europa, 72% das empresas são altamente dependentes de pelo menos um serviço do ecossistema, e 75% dos empréstimos bancários são concedidos a empresas que dependem dos recursos naturais.

No entanto, a biodiversidade na Europa está a perder-se, tal como no resto do mundo. Calcula-se que um milhão de espécies animais estão em risco de desaparecerem. Uma estimativa da ONU diz que a perda de ecossistemas saudáveis pode causar perdas de 2310 milhões de euros em 2030, ou seja, 289 euros por cada habitante da Terra, todos os anos.

As florestas abatidas, ou com fraca saúde, deixam de ser capazes de absorver o dióxido de carbono (CO2) em excesso, resultante da atividade humana. É precisamente o que está a acontecer na Europa: entre 2014 e 2023, este sumidouro de carbono natural diminuiu 30% no continente europeu, agravando o aquecimento global.

DESAFIO:

Considerando que estamos na época ideal para as sementeiras e plantações (início da temporada de chuvas), desafiamos toda a comunidade a contribuir para recuperação ecológica. Assim, propomos a recolha de bolotas para a realização de sementeiras em pequenos vasos ou em pacotes de leite, para que possam ser plantadas em 2026, preferencialmente em março (21 de março – Dia Mundial da Árvore) ou novembro (23 e novembro – Dia da Floresta Autóctone).

Paralelamente poderão realizar um pequeno trabalho de pesquisa e reflexão sobre o problema da desflorestação e os impactos nos ecossistemas, nomeadamente, na biodiversidade, solos, recursos hídricos e na economia local.

Este trabalho de pesquisa e reflexão deverá ser enviado em formato PDF ou PowerPoint, para pegadas@cm-guimaraes.pt, juntamente com fotos da ação de recolha e sementeira de bolotas.

(Fonte: pixabay / mila-del-monte)

Respostas ao desafio:

  • EB 2, 3 Abação – aqui.
setembro 2025

Famílias gastam, em média, 200 euros na compra do material escolar

Em época de regresso às aulas, são muitas as famílias que enchem as lojas para comprar os materiais que as crianças e jovens necessitam para a escola. Muitos são os que fazem pesquisa antes e procuram promoções, para reduzir o esforço financeiro.

 Cada estudante gasta, em média, 200 euros por ano em material escolar. Planear, aproveitar as promoções e reutilizar são as apostas dos consumidores para diminuir o esforço financeiro nesta altura do ano.

 Tendo em conta que todos os anos as famílias gastam centenas de euros no regresso às aulas. Além, de mochilas, cadernos, canetas, entre outros itens necessários, desafiamos os alunos a pensarem sobre como poderiam reduzir os custos com escolhas mais sustentáveis.

As dicas para um regresso às aulas mais sustentável poderão ser enviadas para pegadas@guimaraes.pt em formato word ou PDF.

Poderão consultar aqui alguns exemplos

(Fonte: pixabay / veerasantinithi)